17 de fev de 2018

Salve, Marambaia!

Marambaia Campeã!
A Escola de Samba Marambaia, do tradicional bairro de Fátima, conquistou o título de Campeã do carnaval de São Luís-2018. O título é inédito para a escola, que desfilou com um enredo em homenagem ao Nordeste brasileiro, tendo por base a música "Asa Branca", que ficou imortalizada por Luiz Gonzaga, o rei do baião.
O tradicional estandarte da Marambaia, já com a inscrição "Campeã 2018"
Este Lio Ribeiro abraçando a querida Maria Celia Ribeiro (pres. da Marambaia) e o carnavalesco Dennys Oliveira
Integrantes da bateria da Marambaia com o carnavalesco Dennys Oliveira

12 de fev de 2018

Passarela Chico Coimbra

Lembrando, pra não esquecer: a Passarela Oficial dos desfiles  carnavalescos  de São Luís foi batizada em homenagem a um dos nossos maiores Carnavalescos, o querido Chico Coimbra. Neste click, este Lio Ribeiro e Chico Coimbra, celebrando uma amizade de Artes, e muuuitos Carnavais. Salve! #eternas saudades #PassarelaChicoCoimbra

5 de fev de 2018

Carnaval do Maranhão - a festa da diversidade.

Carnaval do Maranhão. Obra: "Mestre Sala e Porta Bandeira" - Xilogravura de Airton Marinho. As Escolas de Samba do MA são tão antigas quanto as do RJ.


Carnaval do Maranhão. Obra: "Fofão" - Xilogravura de Airton Marinho. O Fofão é o personagem-símbolo do carnaval do Maranhão.






Máscaras de Fofão


Carnaval do Maranhão. Obra: "Tambor de Crioula" - Xilogravura de Airton Marinho. O Tambor de Crioula é uma dança de roda, presente nas mais importantes festas popular do Maranhão.


Carnaval do Maranhão. Obra: "Carnaval" - Xilogravura de Airton Marinho


30 de jan de 2018

30 de Janeiro: Dia do Quadrinho Nacional


























A celebração foi criada em 1984 pela Associação dos Quadrinhistas e Cartunistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP). Desde então, a entidade organiza o Prêmio Angelo Agostini, para prestigiar os profissionais brasileiros das histórias em quadrinhos.

O dia 30 de Janeiro foi escolhido pois, nesta data em 1869, Angelo Agostini publicou na revista Vida Fluminense (1868-1875), aquela que é tida como a 1ª história em quadrinhos do Brasil: As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte.

No mesmo ano, em 14 de março, em comemoração aos 50 anos do lançado do Suplemento Juvenil de Adolfo Aizen, foi instituído pela Academia Brasileira de Letras e pela Associação Brasileira de Imprensa, que essa data seria o "Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos".

Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Quadrinho_Nacional

22 de jan de 2018

Em defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito - Nota Oficial da FENAJ


Em defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito

  A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), ainda em 2015, denunciou publicamente que estava sendo construído um golpe de Estado no Brasil. O golpe consolidou-se com a deposição da presidenta Dilma Rousseff, em 2016, vem sendo aprofundado com medidas prejudiciais ao país e seu povo e pode ser reforçado com uma nova medida: a condenação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal, para impedir a participação dele nas eleições presidenciais deste ano.
 O julgamento do ex-presidente, a ser feito pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, na próxima quarta-feira, vai entrar para a história do Brasil sob duas hipóteses: ou como farsa judicial ou como restabelecimento do Estado Democrático de Direito, abalado pelo golpe. Diante da importância desse fato, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vem a público defender a democracia e o Estado Democrático de Direito.
 Na história de países democráticos, o Poder Judiciário em mais de uma ocasião esteve a serviço de interesses nada republicanos. O mundo conhece casos emblemáticos como o de Nelson Mandela, encarcerado por defender o fim do regime de segregação racial que prevalecia na África do Sul. Outro caso que merece ser rememorado é do capitão Dreyfus, que dividiu a França no final do século 19 e comoveu o escritor Émile Zola, a ponto de levá-lo a escrever o famoso manifesto J´Acuse, pelo qual o próprio Zola também fora condenado.
 No Brasil, durante a ditadura militar, julgamentos farsescos foram realizados para condenar opositores. Nesse novo golpe, o Judiciário tem sido suporte para ações nitidamente políticas, como a própria deposição da presidenta Dilma e a condenação, sem provas, em primeira instância, do ex-presidente Lula.
Esse Estado de Exceção, que não precisa da força militar, porque é sustentado pelo Parlamento, pelo Judiciário e por alguns setores da mídia, precisa chegar ao fim. Para isso é imprescindível que o Judiciário cumpra seu papel constitucional, observando o ordenamento jurídico nacional e zelando pela prevalência do Estado Democrático de Direito. Entendemos que defender o Estado Democrático de Direito, nesse momento, é também defender um julgamento sem caráter político-partidário.
 Além de apelar publicamente ao Judiciário, a FENAJ também conclama os jornalistas a atuarem na cobertura do julgamento com a necessária ética e responsabilidade profissional. A missão da categoria é oferecer ao cidadão informação confiável e correta, possibilitando à sociedade condições de se posicionar criticamente frente à conjuntura atual.
Brasília, 22 de janeiro de 2018.
Diretoria da FENAJ
Fonte:http://fenaj.org.br/nota-oficial-6/

31 de dez de 2017

Bem Vindo 2018!!! Não-coisa – Ferreira Gullar

que tenhamos um 2018 pleno de coisas!!!
Não-coisa – Ferreira Gullar

O que o poeta quer dizer
no discurso não cabe
e se o diz é pra saber
o que ainda não sabe.

Uma fruta uma flor
um odor que relume...
Como dizer o sabor,
seu clarão seu perfume?

Como enfim traduzir
na lógica do ouvido
o que na coisa é coisa
e que não tem sentido?

A linguagem dispõe
de conceitos, de nomes
mas o gosto da fruta
só o sabes se a comes

só o sabes no corpo
o sabor que assimilas
e que na boca é festa

de saliva e papilas
invadindo-te inteiro
tal do mar o marulho
e que a fala submerge
e reduz a um barulho,

um tumulto de vozes
de gozos, de espasmos,
vertiginoso e pleno
como são os orgasmos

No entanto, o poeta
desafia o impossível
e tenta no poema
dizer o indizível:

subverte a sintaxe
implode a fala, ousa
incutir na linguagem
densidade de coisa
sem permitir, porém,
que perca a transparência
já que a coisa ë fechada
à humana consciência.

O que o poeta faz
mais do que mencioná-la
é torná-la aparência
pura — e iluminá-la.

Toda coisa tem peso:
uma noite em seu centro.
O poema é uma coisa
que não tem nada dentro,

a não ser o ressoar
de uma imprecisa voz
que não quer se apagar
— essa voz somos nós.
Poema extraído dos “Cadernos de Literatura Brasileira”, editados pelo Instituto Moreira Salles — São Paulo, nº 6, setembro de 1998, pág. 77. /Fonte:http://www.releituras.com/fgullar_naocoisa.asp

Bem-Vindo 2018!!!

Nam Myoho Rengue Kyo

30 de dez de 2017

27 de dez de 2017

Um Ano Novo Produtivo!!! Feliz 2018

Quer compartilhar boas energias para 2018? Envie seus votos de Feliz Ano Novo, que publicarei aqui no blog Lio Ribeiro. 
As mensagens devem ser breves. 
Mande: 
facebook: inbox 
email: lioribeiro@hotmail.com

24 de dez de 2017

Ney Matogrosso canta: "Minha história"(Gesù bambino)


Minha história (Gesù bambino)
Composição: Dalla/Palotino(versão de Chico Buarque/1970)
Intérprete: Ney Matogrosso

Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente
E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente

Ele assim como veio partiu não se sabe pra onde
E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe
Esperando, parada, pregada na pedra do porto
Com seu único velho vestido cada dia mais curto

Quando enfim eu nasci minha mãe embrulhou-me num manto
Me vestiu como se eu fosse assim uma espécie de santo
Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher
Me ninava cantando cantigas de cabaré

Minha mãe não tardou a alertar toda a vizinhança
A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança
E não sei bem se por ironia ou se por amor
Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor

Minha história é esse nome que ainda hoje carrego comigo
Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome de Menino Jesus.

23 de dez de 2017

Gingobel - Crônica do querido Ubiratan Teixeira

Doces Saudades do meu "bom velhinho" Bira. Salve, Mestre!!!
Do baú das memórias afetivas: este Lio Ribeiro recebendo autógrafo do Mestre Ubiratan Teixeira

Gingobel
Ubiratan Teixeira*

A criatura falou que eu estava mal humorado, que devia estar com algum problema de ordem emocional e quis saber se havia alguma razão lógica para isso, acrescentando que era tempo de “festas”, que Papai Noel estava vindo para alegrar nossos corações, época de sair por aí cantando o gingôbel: a criatura estava convidando para um encontro de confraternização natalina.

— Não. Não estou mal humorado não, princesa. E nem curto nenhuma crise pessoal: apenas estou desmotivado para participar de uma reunião desse gênero. Mesmo por que não vejo nenhuma razão para confraternizar nem o que iria confraternizar.

— Sendo assim fica frio, gatão. Te vejo noutros natais.

E desligou o telefone depois de um prolongado beijo via satélite.

Confraternização pela passagem de mais um natal.

É claro que estou me sentindo um privilegiado apesar da morrinha que envolve o esqueleto, das juntas doloridas e dessa gripe desadorada que está me tirando do sério. Mas entre viver o momento e fazer dele uma festa de arraial a distância é muito grande.

Primeiro, preciso encontrar o gaiato que inventou esse chavão de “melhor idade” para os que já passaram dos setenta. Sei que a idéia é sublime, uma forma humana de compensar os transtornos naturais da idade avançada, as juntas emperradas, as tripas trôpegas funcionando precariamente, a criatura inteira preparando-se para o decúbito dorsal definitivo.

Gosto da criatura que me fez o tal convite, mas acho-a de uma leviandade fora dos meus limites de tolerância.

— Bira, tô sendo paga para isso e me passaram uma relação básica de convidados. Não é um festão como foi o do milênio, nada disso, exigindo longo e a black tié. Podes vir com tuas chinelas de dedo e vestido nas tuas bermudinhas de chita, que ninguém vai chiar! Uma festinha em petit comitê para cem convidados e pediram que eu a completasse com os nomes que eu achasse mais importante de nossa vida cultural.

Aquele detalhe foi que me alertou e me fez lembrar no segundo seguinte de Maria Cachucha, uma comédia de costumes – que é como se qualificava o gênero, na época -, escrita por Joracy Camargo nos anos 40, onde os milionários da história convidavam sempre para suas badaladas festinhas, como “atração” cultural, os excêntricos “vassouras” e “bota-pra-moer” da comunidade – que é como desde muito tempo, nesta cidade, políticos e administradores culturais estão considerando os artistas maranhenses de todos os gêneros quando pilhados fora de seu habitat natural: excêntricos e animal carente.

Independendo disto considero farisaico este tipo de ajuntamento: comemorar e confraternizar o quê? As malditas previsões de São João acontecendo escancaradamente e ninguém conseguindo perceber? –guerras e conflitos sendo armados no Oriente e no Ocidente, meia dúzia de desvairados entupindo o mundo de tóxico, a miséria e a fome de uma grande faixa do planeta sendo encaradas como um fenômeno natural? Nunca gostei do natal; tudo muito convencional e muito falacioso, muito fora de nossa realidade cultural, desde os símbolos mais populares, como a tal árvore coberta de neve e o Papai Noel Coca-cola, até os presentes às vezes comprados com sacrifício do salário e da paz de espírito; incluindo os sorrisos e os tapinhas nas costas.

Eu ainda era bem criança, mas nunca me esqueci do meu primeiro choque cultural com os festejos natalinos, na visão dramática de seu Leitão, um correto funcionário do SAELTPA, sendo devorado por tubarões próximo ao Matadouro num dia 25 de dezembro e do comentário do tenente Viegas, meu pai adotivo, para minha mãe também adotiva, Dica: “- O sujeito se matou, envergonhado com o débito que fez para a festa de natal. E agora os agiotas vão deixar a viúva com os filhos sem eira nem beira”.

Minha segunda visão conflitante com o Natal aconteceu no Jardim Decroly, quando Santinha Vasconcelos não podendo pintar Perereca de alvaiade para ser o Menino Jesus do presépio vivo que a escola iria mostrar ao interventor Paulo Ramos (Perereca era um negrinho traquinas, filho adotivo do próprio Interventor) me escolheu para tal função; mas não permitiu que eu ficasse assim como vim ao mundo, do mesmo modo como deveria estar o Menino na sua Santa Manjedoura.

O terceiro conflito ocorreu no segredo do meu próprio lar, também na primeira infância, quando meu pai intuiu que eu havia descoberto o segredo do Papai Noel: “Não tem mais graça, minha velha, falou o tenente para minha mãe: ele já sabe de tudo…”.

Fatos desses gêneros e outros de maior impacto ligado à data foram tirando meu encanto pelo Natal. Principalmente aquela comilança da meia noite, todo um ritual pagão de libação e desordem – por que só nessa noite as pessoas se abraçavam e se desejavam felicidades? Por que o tal espírito natalino não funcionava o resto do ano? Por que só nessa noite titia Nilma deixava que eu lhe bolinasse, mas me castigava nos dias seguintes? Por que todas essas coisas só nesse dias e não no resto do tempo inteiro?

“Hoje não temos guerra, na Itália”, lembro de meu pai comentando consigo mesmo, rodando o dial do nosso potente rádio “Mende”, na tentativa de sintonizar a BBC de Londres, nos anos 40: “Só música de natal”, concluía diante de uma peça qualquer de Haendel.

Não gosto de Natal justamente por isso, por causa do farisaísmo da raça, que se agride o ano inteiro, que se violenta e se degrada, mas de repente, só para se fazer notar, dá trégua a seus ódios, às suas indiferenças para com o próximo, aos seus desrespeitos e às suas desvirtudes para confraternizar: param suas guerras pessoais ou coletivas, recolhem suas armas, reembainham temporariamente suas facas e estiletes e cantam em coro o tal do gingôl bel.

Mas o planeta está muito entulhado de maldades, para se cantar qualquer tipo de noite feliz.

* crônica publica em 16/12/11 na coluna Hoje é dia de: (Caderno Alternativo-O Estado do MA)

Feliz Natal

Presépio (xilogravura do artista plástico maranhense Airton Marinho)



Um Natal Abençoado!!!

Um Abençoado Natal a todos(as)!!!
Obra: "Natividade" - Portinari (1960)