16 de jun de 2017

Tempos de Bumba-Meu-Boi? Leia com os pequenos: "A Filha de Pai Francisco"

Tempos de Bumba-Meu-Boi?
Leia com os pequenos: "A Filha de Pai Francisco" (em teatro e prosa), da querida escritora Lenita Estrela de Sá


15 de jun de 2017

Oportunidade:Edital de Jogos Eletrônicos

Edital de Jogos Eletrônicos 
Inscrições até: 3 de julho


A Ancine abre inscrições para a Chamada Pública Prodav 14/2017, segunda edição da iniciativa do Programa Brasil de Todas as Telas que seleciona propostas de produção de jogos eletrônicos para exploração comercial em consoles, computadores ou dispositivos móveis. O edital disponibiliza R$ 10 milhões, em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), e estima a seleção de 22 projetos de games. O prazo de inscrições vai até o dia 3 de julho de 2017. Podem participar do edital empresas produtoras audiovisuais e desenvolvedoras de jogos eletrônicos registradas e classificadas na Ancine como agente econômico brasileiro independente. 

Edital:http://www.brde.com.br/fsa/chamadas-publicas/producao/chamada-publica-brdefsa-prodav-142017/

Fonte:http://www.cultura.gov.br/banner-2/-/asset_publisher/0u320bDyUU6Y/content/26-editais-de-cultura-estao-com-inscricoes-abertas/10883?redirect=http://www.cultura.gov.br/banner-2%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_0u320bDyUU6Y%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-2%26p_p_col_count%3D5

Oportunidade:Prêmio Literário Ferreira Gullar

Prêmio Literário Ferreira Gullar 
Inscrições até: 30 de junho

Até o dia 30 de junho de 2017, estudantes dos ensinos fundamental e médio das redes pública e privada de ensino podem inscrever jogos eletrônicos ou aplicativos que incentivem a leitura e, sobretudo, o conhecimento da obra do poeta maranhense Ferreira Gullar. A iniciativa do MinC, por meio do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB), distribuirá R$ 30 mil em prêmios. Os três primeiros colocados receberão troféu, diploma e os seguintes prêmios financeiros: R$ 10 mil para o primeiro lugar, R$ 7.142,86 para o segundo e R$ 4.285,72 para o terceiro. O prêmio integra o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Além de estimular a leitura, o prêmio ainda presta homenagem ao escritor Ferreira Gullar, morto em dezembro de 2016. 

Edital:http://www.cultura.gov.br/inscricoes-abertas2/-/asset_publisher/bZ3fMehU8JpO/content/edital-de-selecao-publica-premio-ferreira-gullar/10883

Fonte:http://www.cultura.gov.br/banner-2/-/asset_publisher/0u320bDyUU6Y/content/26-editais-de-cultura-estao-com-inscricoes-abertas/10883?redirect=http://www.cultura.gov.br/banner-2%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_0u320bDyUU6Y%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3D

Oportunidade:Edital Núcleos Criativos

Edital Núcleos Criativos
Inscrições até: 3 de julho

A Ancine abre inscrições para a quinta edição do edital Prodav 03/2017 – Núcleos Criativos, no valor de R$ 14 milhões. Serão selecionadas 14 novas propostas de núcleos criativos, projetos que reúnem profissionais de criação e roteiristas com o objetivo de desenvolver roteiros de filmes, séries, programas e formatos para televisão. As inscrições vão até 3 de julho de 2017. 

Edital: http://www.brde.com.br/fsa/chamadas-publicas/desenvolvimento/chamada-publica-brdefsa-prodav-032017/


Fonte:http://www.cultura.gov.br/banner-2/-/asset_publisher/0u320bDyUU6Y/content/26-editais-de-cultura-estao-com-inscricoes-abertas/10883?redirect=http://www.cultura.gov.br/banner-2%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_0u320bDyUU6Y%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-2%26p_p_col_count%3D5

Oportunidade:Edital para credenciamento de pareceristas externos

Edital para credenciamento de pareceristas externos
Inscrições até 4 de julho


A Ancine abre inscrições para o edital de credenciamento de profissionais do mercado audiovisual. Eles irão atuar como pareceristas na avaliação das propostas inscritas em Chamadas Públicas do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). As inscrições ficam abertas até o dia 4 de julho de 2017. Os credenciados ficarão responsáveis por emitir parecer detalhado que expresse opinião sobre aspectos relevantes do projeto avaliado. As notas deverão estar de acordo com as normas e critérios estabelecidos nas chamadas públicas do FSA, observando as orientações e modelos de avaliação fornecidos pela Ancine ou pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). 

Confira o Edital:http://www.ancine.gov.br/credenciamento/



Fonte:http://www.cultura.gov.br/banner-2/-/asset_publisher/0u320bDyUU6Y/content/26-editais-de-cultura-estao-com-inscricoes-abertas/10883?redirect=http://www.cultura.gov.br/banner-2%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_0u320bDyUU6Y%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-2%26p_p_col_count%3D5

Oportunidade: Edital para Cinema da Cidade

Chamada Pública para Cinema da Cidade
Inscrições até 5 de julho

A Ancine abre inscrições para governos estaduais manifestarem seu interesse em ação conjunta dirigida à construção e à implantação de complexos cinematográficos em municípios desprovidos desse serviço. Os interessados deverão apresentar proposta de ação para a seleção dos municípios a serem contemplados com projetos de salas de cinema, em concordância com os termos deste chamamento, em especial as contrapartidas exigidas. Serão priorizados os municípios com mais de 20 mil habitantes sem salas de cinema em operação, nem projeto anunciado para implantação. Serão comprometidos recursos financeiros no valor total de R$ 8,3 milhões, do FSA. Os governos estaduais interessados deverão comprometer-se com uma contrapartida mínima de R$ 2,075 milhões. As propostas estão abertas até o dia 5 de julho de 2017. 

Edital aqui: http://www.brde.com.br/fsa/chamadas-publicas/producao/chamada-publica-brdefsa-prodav-142017/

Fonte:http://www.cultura.gov.br/banner-2/-/asset_publisher/0u320bDyUU6Y/content/26-editais-de-cultura-estao-com-inscricoes-abertas/10883?redirect=http://www.cultura.gov.br/banner-2%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_0u320bDyUU6Y%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-2%26p_p_col_count%3D5

9 de jun de 2017

Arraial dos Pequeninos!





Artigo: Podemos ser felizes num mundo infeliz? - Leonardo Boff

"A felicidade, por mais plenitude que nos conceda, guarda sempre um transfundo de tristeza: por causa da fugacidade da vida, dos acontecimentos inesperados, das mudanças do curso das coisas e das eventuais rupturas de laços afetivos. Mesmo assim nunca desistimos dela, pois fomos pensados e criados para a felicidade." (Lenardo Boff)

Podemos ser felizes num mundo infeliz?
Por Leonardo Boff

Há um dado permanente e inegável: todos querem ser felizes. Não há métodos e artimanhas que não foram sugeridos para chegar ao reino da felicidade. A força do capitalismo reside na cultura que produziu, fundada na exaltação da acumulação privada de bens materiais e na indução ao consumo ilimitado, além da aquisição de um razoável status e certo reconhecimento social. O que mais ela faz é prometer felicidade plena. Entretanto é só promessa e falaciosa. Por mais que utilize todos os mecanismos do marketing, pinte com as cores mais atraentes a realidade e organize todo tipo de entretenimento, não consegue fazer as pessoas felizes. Ao contrário, as torna cada vez mais erráticas, frustradas e vazias, pois suas premissas são falsas ou enganosas como logo iremos mostrar a seguir.

Surgiu recentemente na Alemanha, elaborada por um coreano lá residente e que ganhou forte ressonância, a filosofia do cansaço, como característica da sociedade capitalista tardia. Efetivamente vivemos cansados de apelos para o consumo, afogados em informações, estafados pelo ritmo acelerado da produtividade e da competição que gera irritabilidade e ansiedade frequente. O número de suicídios no mundo inteiro e também no Brasil é assustador. Ressuscitou-se na frança o dito da revolução de 68 do século passado, agora radicalizado. Então se dizia: “metrô, trabalho, cama”. Agora se diz: “metrô, trabalho, túmulo”. Quer dizer: esta aceleração produz doenças letais, perda do sentido de vida e verdadeiros infartos psíquicos.

Esta situação fez surgir toda uma indústria de livros de auto-ajuda, feitos de cacos de ciência, de psicologia, de orientalismo, de esoterismo e de doutrinas religiosas, oferecendo fórmulas rápidas para ser feliz. pura ilusão, porque oferece a felicidade feita como receita de cozinha e não como fruto de um processo pessoal trabalhando sobre a real condição humana.

Que é a felicidade? Não vou entrar nas lições dos clássicos como Aristóteles e Tomás de Aquino que possuem uma visão convergente: a felicidade resulta de um agir bom e de um viver bem, com equilíbrio e na justa medida. Corretíssimo, mas é muito conceptual. Talvez os poetas sejam mais ilustrativos e convincentes. Basta citar o comovente poema-canção de tom Jobim e Vinicius de Moraes “Tristeza não tem fim, Felicidade sim”:

“A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar.
Voa tão leve
Mas tem a vida breve.
Precisa que haja vento sem parar.
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor.
Brilha tranquila,
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor.
Tristeza não tem fim,
Felicidade sim.”

Aqui aparece a natureza frágil da felicidade: é como uma pluma leve que o vento carrega. Ela tem vida breve porque para subsistir precisa que haja vento sem parar. Mas nem sempre há vento. Então aparece a tristeza que sempre nos acompanha deixando-nos a saudade da felicidade vivida. A felicidade, por mais plenitude que nos conceda, guarda sempre um transfundo de tristeza: por causa da fugacidade da vida, dos acontecimentos inesperados, das mudanças do curso das coisas e das eventuais rupturas de laços afetivos. Mesmo assim nunca desistimos dela, pois fomos pensados e criados para a felicidade.

Ela se assemelha a uma gota de orvalho que um leve movimento a faz cair. Ela lembra a lágrima de amor que torna adorável a vida, mas que também é frágil como a flor. Esta, a flor, tem vida curta, murcha e por fim fenece.

Quem poderá carregar o peso da pluma? Ela é tão leve que ninguém pode carregá-la. Ela está à mercê de si mesma. algo parecido ocorre com a felicidade. Revela um estado de espírito que não pode ser medido e pesado, apenas vivido e compartido. Mas precisa ser cultivado, cuidado e alimentado porque só seremos realmente felizes fazendo também outros felizes.

Hoje a busca da felicidade tem que se enfrentar com um mundo profundamente infeliz, com uma escandalosa concentração de riqueza (1% da humanidade controla 80% de todos os fluxos financeiros), com bilhões de famélicos e marginalizados, com um planeta terra devastado e graves ameaças que pesam sobre o futuro da vida e de nossa civilização. Quem pode ser feliz numa condição dessa?

Tudo isso é consequência do fato denunciado, já em 1944, pelo economista húngaro-norte-americano Karl Polanyi (em seu livro A Grande Transformação) de termos passado de uma economia de mercado para uma sociedade de mercado. Tudo vira mercadoria, até as coisas mais sagradas. Com tudo se procura ganhar dinheiro, com métodos que devem produzir a felicidade, com o sexo, a venda de órgãos, de armas e de drogas e até com promessas de um pedaço do céu por certas igrejas pentecostais que se submetem à lógica do mercado.

Isso não é novidade. Karl Marx, com seu fino tato de perceber as tendências do capital e para onde ele nos pode levar, já em 1847, em seu livro Miséria da filosofia, denunciava esta barbárie: “Chegará, enfim, um tempo em que tudo o que os homens haviam considerado inalienável se tornará objeto de troca, de tráfico e se poderá vender. o tempo em que as próprias coisas que até então eram compartilhadas, mas jamais feitas objeto de troca; dadas, mas jamais vendidas; adquiridas, mas jamais compradas – virtude, amor, opinião, ciência, consciência etc – agora de tudo isso se faz comércio. irrompeu o tempo da corrupção geral, da venalidade universal ou, para falar em termos de economia política, se inaugurou o tempo em que qualquer coisa, moral ou física, uma vez tornada valor venal é levada ao mercado para receber seu preço”.

Esse tempo chegou, “tempo da corrupção geral e da venalidade universal” no Brasil e no mundo. A atual desordem mundial, descrita minuciosamente pelo nosso melhor analista de política internacional, Moniz bandeira, com um livro com esse mesmo título (A desordem mundial, 2016) que se expressa pelo desenraizamento geral, pelo vazio existencial, pelo cansaço, pela depressão e pela violência como forma de resolver os problemas mundiais e sociais bem pode ser o fruto apodrecido deste tipo de sociedade mercantilista e venal. Esse caminho poderá produzir prazeres para alguns, mas jamais a felicidade que tanto ansiamos. Ela reside em outro lugar que importa definir. Bem o expressou outro poeta, Vicente de Carvalho (†1924):

"Esta felicidade que supomos,
Árvore milagrosa que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,
Existe, sim, mas nós não a alcançamos,
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos”.

Esta observação do poeta suscita corretamente a pergunta: onde colocamos a felicidade? Em que objetos? Em que desejos a serem satisfeitos? Colocamo-la fora de nós, num determinado tipo de pessoa amada? Numa cirurgia plástica para parecermos mais jovens?

Para construirmos a felicidade – ela é uma construção geralmente onerosa – precisamos ir além da cultura do capital com suas ilusórias promessas e ter uma concepção mínima da natureza do ser humano. É a partir dela que a felicidade poderá ter fundamento e ganhar sustentabilidade.

Em primeiro lugar há de se compreender, concretamente, o ser humano como um ser de relação.

Já em 1845, em Teses sobre Feuerbach, publicadas somente em 1888 por Engels, Marx afirmou em sua sexta tese: “A essência do ser humano é o conjunto de suas relações sociais”.

Aqui, Marx viu algo verdadeiro, mas nos parece reducionista. Pois o ser humano é sim um ser de relações, não apenas sociais, mas totais. Ele se constitui como um nó de relações voltadas para todas as direções: para cima, para dentro, para os lados, para o infinito. A felicidade só pode ser construída na ativação destas relações que são as muitas potencialidades e habilidades do ser humano. Aquelas que são construtivas, estabelecem pontes e se abrem aos demais, à natureza e ao infinito, são as que produzem a felicidade humana.

Há outra dimensão do ser humano, importante para termos uma compreensão realista da felicidade: o fato de sermos simultaneamente sapiens e demens. Em outras palavras, somos seres de sapiência e de inteligência e ao mesmo tempo somos seres de demência, de ruptura e de ódio. Em nós convivem as dimensões de luz e de sombra.

Esta situação não é um defeito de construção no processo da antropogênese; é o nosso modo de ser originário. Não dá para anular esta dualidade básica. Somos assim construídos, como seres complexos e contraditórios.

Agora, tudo depende de como lidamos com estas contradições. Disso depende se seremos felizes ou infelizes. Alguém pode dar mais espaço às pulsões de raiva, de ressentimento e de ódio e então amargura a sua vida. Vive sempre reclamando de tudo e faz-se infeliz.

Como pode fazer uma opção pelo lado de luz, pela bondade e pela abertura aos outros. O resultado é sentir-se realizado e feliz porque ativou aquelas atitudes que realmente o dignificam, o humanizam e o fazem melhor. Daí resulta a felicidade construída a partir de dentro.

Para combinar a convivência destes opostos, com jovialidade e sem dramaticidade, temos que encontrar a justa medida, aquele equilíbrio pelo qual o altruísmo seja mais forte que o egoísmo, a capacidade de perdão predomine sobre a vontade de vingança. É nesse equilíbrio a favor do bem que se encontra a paz de espírito, a serenidade interior e, como efeito, a felicidade. Esta não é fruto de uma técnica, mas de uma arte do bem agir e do bem viver.

Esse equilíbrio e justa medida são altamente prejudicados pela cultura do capital que se caracteriza pelo excesso em tudo: na acumulação irracional, na dominação ilimitada dos povos e pela sistemática agressão da natureza e da Mãe Terra. Por fim, há uma terceira dimensão, decisiva para a felicidade humana: o prudente manejo de nossa estrutura desejante. Somos seres de desejo. O desejo por sua natureza, coisa que já foi vista por Aristóteles e muito mais ainda por Freud e Girad não possui limites. Ele é difuso, confuso e aberto ao infinito. Por mais que concretizemos o desejo neste ou naquele objeto, numa determinada pessoa, atividade ou visão de mundo, nunca estamos satisfeitos. Há uma implenitude radical em nós à semelhança do teorema de Gödel que demonstrou a incompletude de todas as teorias e de todas as realizações humanas.

O desejo, neste sentido, é sempre virgem. Se sua natureza é o infinito, ele somente desencana se encontrar um objeto que lhe seja adequado, também infinito.

Aqui reside um problema metafísico e também teológico. Metafisicamente o descreveu em detalhe Sartre em O ser e o nada. Dá-lhe uma resposta pelo paradoxo que termina no absurdo. O ser humano, diz ele, é devorado por um desejo infinito mas que não encontra, no âmbito de sua experiência, um objeto também infinito.

Daí resultar o absurdo da existência humana: uma tensão infinita sem um objeto infinito.

Santo Agostinho, que experimentou também a radicalidade do desejo infinito, deu-lhe uma resposta positiva no famoso texto do livro X de suas Confissões, que vale recordar pela sua beleza e caráter experiencial:

“Tarde te amei, oh Beleza tão antiga e tão nova,
Tarde te amei.
Estavas dentro de mim e eu estava fora,
Estavas comigo e eu não estava contigo,
Tu me chamaste, gritaste e venceste minha surdez.
Tu mostraste tua Luz e tua claridade expulsou minha cegueira.
Tu espalhaste o teu perfume e eu o respirei.
Eu suspiro por Ti, eu te saboreio, tenho fome e sede de Ti.
Tu me tocaste e eu queimo de desejo de tua paz.
Meu coração inquieto não descansa enquanto não repousar em Ti”.

Este testemunho emocionado de Agostinho revela o ser humano como um projeto infinito. Somente descansa e encontra paz e felicidade quando se abre a um infinito, congênere a ele.

Por fim cabe uma reflexão de ordem sapiencial: como manter um nível mais ou menos estável de felicidade? Ela vive de um sutil equilíbrio que pode não raro romper-se e também refazer-se. Por isso faz-se mistério criar uma ambiência que alimente de forma permanente a frágil plantinha da felicidade.

Assim como uma estrela não brilha sem uma aura, de forma semelhante a felicidade não perdura se não a cercarmos com a aura da ternura e do carinho. Estas são atitudes profundamente humanas, ameaçadas pela cultura industrialista e materialista da modernidade fluída. Mas sem ternura e carinho não há amor que subsista. Também não há felicidade que valha a pena e que se sustente.

Aqui novamente nos vale um poeta que nos fornece a melhor lição, Mário Quintana:

“O segredo da felicidade não é correr atrás das borboletas; é cuidar do jardim para que elas venham até você”.

Como se depreende, a felicidade resulta de algo anterior que deve ser realizado: cuidar do jardim, vale dizer, ter um conhecimento da condição humana, sempre ambígua, alimentar a busca da justa medida, o cuidado e a ternura como a seiva do amor e a fonte secreta que permite irromper a felicidade possível dentro de uma Terra em acelerada e perigosa erosão. A felicidade se inscreve dentro da dinâmica da flor: não há como isolar sua fragilidade de sua beleza. Por isso deve sempre ser buscada e cuidada com carinho e com coração. Caso contrário ela fenece e “foi-se embora”.

♦ Leonardo Boff é ecoteólogo e filósofo, articulista do JB Online e escritor

Reproduzido de Caros Amigos
Fonte:http://www.carosamigos.com.br/index.php/artigos-e-debates/10092-artigo-exclusivo-leonardo-boff-podemos-ser-felizes-num-mundo-infeliz? tm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification


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5 de jun de 2017

Em 06/06/1770-Fundação da Casa de Ópera mais antiga da América Latina

Em 06/06/1770-Fundação da Casa de Ópera mais antiga da América Latina em funcionamento: o Teatro Municipal de Ouro Preto.
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06/06/1944 - Dia D!

06/06/1944 - Dia D - Desembarque na praia de Omaha, na Normandia, 6 de junho de 1944, durante a Operação Netuno.

Em 06/06/1984 - Criação do jogo Tetris

Salve, Gamers!!!
Em 06/06/1984 - Criação do jogo Tetris. Salve, Gamers!!!
Tetris (em russo: Тетрис) é um jogo electrônico muito popular, desenvolvido por Alexey Pajitnov, Dmitry Pavlovsky e Vadim Gerasimov, e lançado em Junho de 1984. Pajitnov e Pavlovsky eram engenheiros informáticos no Centro de Computadores da Academia Russa das Ciências e Vadim era um aluno com 16 anos.
Tetris foi um dos primeiros itens de exportação de sucesso da União Soviética e um dos primeiros a ser visto como um tipo de vício.[1] Atingiu um público alvo inédito na história dos videogames.[1] Alexey Pajitnov conheceu o quebra-cabeças Pentaminó e decidiu criar uma versão virtual dele para seu computador Electronica 60. Removeu um dos blocos do jogo e nomeou com o prefixo quatro em grego: Tetris.[1] O jogo consiste em empilhar tetraminós que descem a tela de forma que completem linhas horizontais.[1] Quando uma linha se forma, ela se desintegra, as camadas superiores descem, e o jogador ganha pontos.[1] Quando a pilha de peças chega ao topo da tela, a partida se encerra.[1] Pajitnov percebeu o potencial do jogo por não conseguir parar de jogar antes mesmo de terminar o programa, bem como dois colegas de trabalho que ajudaram a finalizar o jogo e todos os colegas do centro de computação, que haviam recebido cópias em disquetes gravados pelo próprio Pajitnov.[1] Para não ser acusado de viciar os pesquisadores num passatempo eletrônico, destruiu todos os discos ao fim do expediente.[1] Entretanto, o jogo continuou sendo distribuído, de maneira informal, até chegar a pessoas interessadas em comercializá-lo.[1] Direitos autorais[editar | editar código-fonte] O jogo continuou sendo distribuído, de maneira informal, até chegar na Hungria, onde Robert Stein, um leigo em computadores que não gostava de jogos eletrônicos, passou horas jogando Tetris e decidiu negociar os direitos do game para lançar por sua empresa, a inglesa Andromeda.[1] O jogo foi editado para o público norte-americano por esta empresa, criando a trilha sonora, o slogan "From Russia With Love", retirado de um filme de 007, e as letras estilizadas como o alfabeto cirílico.[1] A empresa então passou a negociar os direitos do jogo como se fosse criação sua.[1] Em janeiro de 1988 a Mirrorsoft e a Spectrum Holobyte, de Robert Maxwell, lançaram a versão para computador do jogo na Europa e nos Estados Unidos, e sublicenciaram para Atari, Sega e diversas outras empresas.[1] Quando Tetris se tornou um sucesso, foi criada a instituição soviética Electronorgtechnica, chefiada por Alexander Alexinko, que tinha por finalidade regular o comércio de itens de computação para fora da União Soviética.[1] Esta instituição assume as negociações dos direitos de Tetris quando Evgeni Nikolaevich Belikov convoca Robert Stein para mais uma rodada de negociações em Moscou.[1] O contrato criado pelos russos e aceito por Stein descrevia os aparelhos habilitados a utilizar o jogo como computadores pessoais apenas.[1] Com este deslize, se inicia uma maratona judicial em junho de 1989 que questionava a natureza dos jogos eletrônicos.[1] Minoru Arakawa, presidente da Nintendo norte-americana, sabia que era preciso um jogo convincente para dar o impacto necessário ao lançamento do Game Boy, e decide que este seria Tetris.[1] Negocia então uma comissão para poder comprar os direitos russos do jogo.[1] Simultaneamente, Robert Maxwell enfrentava problemas devido ao contrato rescindido e chegou a falar com Mikhail Gorbachev para garantir a possibilidade de comercializar o jogo com sua empresa.[1] Belikov não cedeu, e chegou a fazer reuniões com todos os candidatos aos direitos do jogo ao mesmo tempo sem que soubessem, em salas separadas.[1] Assim, quem ficou com os direitos foi a Nintendo.[1] Apesar disso, há controvérsias sobre o direito autoral dentro da Russia, teoricamente quem nasceu no período da U.R.S.S. é livre para jogar Tetris como parte da antiga constituição soviética. Tetris é livremente distribuído na Russia em cópias piratas e sem barreiras ou fiscalização. Há um consenso entre russos que o jogo pertence a Federação Russa e a Nintendo não intervém nesse processo. Recepção[editar | editar código-fonte] O site IGN colocou Tetris na sua lista de dez mais influentes jogos de todos os tempos.[2] Curiosidades[editar | editar código-fonte] Em 1993, Tetris para Game Boy foi o primeiro game a ser jogado no espaço, na Estação Espacial MIR, onde o jogo e o console no qual ele era jogado ficaram 196 dias a bordo da estação e deram mais de 3 mil voltas ao redor da Terra.[3] Em 2014, um grupo de psicólogos da universidade de Plymouth, nos Estados Unidos, defende que o desejo de consumir alimentos calóricos, bebidas alcoólicas e cigarros diminui ao jogar Tetris. Segundo os investigadores, a montagem das peças do Tetris e a rapidez do jogo faz com que os jogadores não tenham tempo para pensar em comer, o mesmo acontecendo com outros vícios, como o álcool e o tabaco.[4] Referências Referências a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v Alexandre Matias (Maio de 2004). «Da Rússia, com amor». São Paulo: Conrad Editora. Nintendo World (69): 56-58 Hatfield, Daemon (10 de dezembro de 2007). «IGN's Top 10 Most Influential Games». IGN. Consultado em 26 de abril de 2017 Plunkett, Luke (5 de abril de 2011). «This Game Boy has Been to Space. For Real.» (em inglês). Kotaku. Consultado em 26 de abril de 2017. In 1993, Russian cosmonaut Aleksandr A. Serebrov blasted off for a trip to the Mir space station. Onboard his Soyuz rocket was this Game Boy, and it can now be yours. The handheld spent a whopping 196 days in space on the station, managing to orbit our blue ball of dirt over 3000 times. Daraya, Vanessa (27 de fevereiro de 2014). «Tetris pode te ajudar a emagrecer e largar vícios». Exame. Abril. Consultado em 26 de abril de 2017
Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Tetris