24 de dez. de 2024

Natal na Barca – Conto de Lygia Fagundes Telles

Natal na Barca – Conto de Lygia Fagundes Telles

Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era silêncio e treva. E que me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu.

O velho, um bêbado esfarrapado, deitara-se de comprido no banco, dirigira palavras amenas a um vizinho invisível e agora dormia. A mulher estava sentada entre nós, apertando nos braços a criança enrolada em panos. Era uma mulher jovem e pálida. O longo manto escuro que lhe cobria a cabeça dava-lhe o aspecto de uma figura antiga.

Pensei em falar-lhe assim que entrei na barca. Mas já devíamos estar quase no fim da viagem e até aquele instante não me ocorrera dizer-lhe qualquer palavra. Nem combinava mesmo com uma barca tão despojada, tão sem artifícios, a ociosidade de um diálogo. Estávamos sós. E o melhor ainda era não fazer nada, não dizer nada, apenas olhar o sulco negro que a embarcação ia fazendo no rio.

Debrucei-me na grade de madeira carcomida. Acendi um cigarro. Ali estávamos os quatro, silenciosos como mortos num antigo barco de mortos deslizando na escuridão. Contudo, estávamos vivos. E era Natal.

A caixa de fósforos escapou-me das mãos e quase resvalou para o. rio. Agachei-me para apanhá-la. Sentindo então alguns respingos no rosto, inclinei-me mais até mergulhar as pontas dos dedos na água.

— Tão gelada — estranhei, enxugando a mão.

— Mas de manhã é quente.

Voltei-me para a mulher que embalava a criança e me observava com um meio sorriso. Sentei-me no banco ao seu lado. Tinha belos olhos claros, extraordinariamente brilhantes. Reparei que suas roupas (pobres roupas puídas) tinham muito caráter, revestidas de uma certa dignidade.

— De manhã esse rio é quente — insistiu ela, me encarando.

— Quente?

— Quente e verde, tão verde que a primeira vez que lavei nele uma peça de roupa pensei que a roupa fosse sair esverdeada. É a primeira vez que vem por estas bandas?

Desviei o olhar para o chão de largas tábuas gastas. E respondi com uma outra pergunta:

— Mas a senhora mora aqui perto?

— Em Lucena. Já tomei esta barca não sei quantas vezes, mas não esperava que justamente hoje…

A criança agitou-se, choramingando. A mulher apertou-a mais contra o peito. Cobriu-lhe a cabeça com o xale e pôs-se a niná-la com um brando movimento de cadeira de balanço. Suas mãos destacavam-se exaltadas sobre o xale preto, mas o rosto era sereno.

— Seu filho?

— É. Está doente, vou ao especialista, o farmacêutico de Lucena achou que eu devia ver um médico hoje mesmo. Ainda ontem ele estava bem mas piorou de repente. Uma febre, só febre… Mas Deus não vai me abandonar.

— É o caçula?

Levantou a cabeça com energia. O queixo agudo era altivo mas o olhar tinha a expressão doce.

— É o único. O meu primeiro morreu o ano passado. Subiu no muro, estava brincando de mágico quando de repente avisou, vou voar! E atirou-se. A queda não foi grande, o muro não era alto, mas caiu de tal jeito… Tinha pouco mais de quatro anos.

Joguei o cigarro na direção do rio e o toco bateu na grade, voltou e veio rolando aceso pelo chão. Alcancei-o com a ponta do sapato e fiquei a esfregá-lo devagar. Era preciso desviar o assunto para aquele filho que estava ali, doente, embora. Mas vivo.

— E esse? Que idade tem?

— Vai completar um ano. — E, noutro tom, inclinando a cabeça para o ombro: — Era um menino tão alegre. Tinha verdadeira mania com mágicas. Claro que não saía nada, mas era muito engraçado… A última mágica que fez foi perfeita, vou voar! disse abrindo os braços. E voou.

Levantei-me. Eu queria ficar só naquela noite, sem lembranças, sem piedade. Mas os laços (os tais laços humanos) já ameaçavam me envolver. Conseguira evitá-los até aquele instante. E agora não tinha forças para rompê-los.

— Seu marido está à sua espera?

— Meu marido me abandonou.

Sentei-me e tive vontade de rir. Incrível. Fora uma loucura fazer a primeira pergunta porque agora não podia mais parar, ah! aquele sistema dos vasos comunicantes.

— Há muito tempo? Que seu marido…

— Faz uns seis meses. Vivíamos tão bem, mas tão bem. Foi quando ele encontrou por acaso essa antiga namorada, me falou nela fazendo uma brincadeira, a Bila enfeiou, sabe que de nós dois fui eu que acabei ficando mais bonito? Não tocou mais no assunto. Uma manhã ele se levantou como todas as manhãs, tomou café, leu o jornal, brincou com o menino e foi trabalhar. Antes de sair ainda fez assim com a mão, eu estava na cozinha lavando a louça e ele me deu um adeus através da tela de arame da porta, me lembro até que eu quis abrir a porta, não gosto de ver ninguém falar comigo com aquela tela no meio… Mas eu estava com a mão molhada. Recebi a carta de tardinha, ele mandou uma carta. Fui morar com minha mãe numa casa que alugamos perto da minha escolinha. Sou professora.

Olhei as nuvens tumultuadas que corriam na mesma direção do rio. Incrível. Ia contando as sucessivas desgraças com tamanha calma, num tom de quem relata fatos sem ter realmente participado deles. Como se não bastasse a pobreza que espiava pelos remendos da sua roupa, perdera o filhinho, o marido, via pairar uma sombra sobre o segundo filho que ninava nos braços. E ali estava sem a menor revolta, confiante. Apatia? Não, não podiam ser de uma apática aqueles olhos vivíssimos, aquelas mãos enérgicas. Inconsciência? Uma certa irritação me fez andar.

— A senhora é conformada.

— Tenho fé, dona. Deus nunca me abandonou.

— Deus — repeti vagamente.

— A senhora não acredita em Deus?

— Acredito — murmurei. E ao ouvir o som débil da minha afirmativa, sem saber por quê, perturbei-me. Agora entendia. Aí estava o segredo daquela segurança, daquela calma. Era a tal fé que removia montanhas…

Ela mudou a posição da criança, passando-a do ombro direito para o esquerdo. E começou com voz quente de paixão:

— Foi logo depois da morte do meu menino. Acordei uma noite tão desesperada que saí pela rua afora, enfiei um casaco e saí descalça e chorando feito louca, chamando por ele! Sentei num banco do jardim onde toda tarde ele ia brincar. E fiquei pedindo, pedindo com tamanha força, que ele, que gostava tanto de mágica, fizesse essa mágica de me aparecer só mais uma vez, não precisava ficar, se mostrasse só um instante, ao menos mais uma vez, só mais uma! Quando fiquei sem lágrimas, encostei a cabeça no banco e não sei como dormi. Então sonhei e no sonho Deus me apareceu, quer dizer, senti que ele pegava na minha mão com sua mão de luz. E vi o meu menino brincando com o Menino Jesus no jardim do Paraíso. Assim que ele me viu, parou de brincar e veio rindo ao meu encontro e me beijou tanto, tanto… Era tamanha sua alegria que acordei rindo também, com o sol batendo em mim.

Fiquei sem saber o que dizer. Esbocei um gesto e em seguida, apenas para fazer alguma coisa, levantei a ponta do xale que cobria a cabeça da criança. Deixei cair o xale novamente e voltei-me para o rio. O menino estava morto. Entrelacei as mãos para dominar o tremor que me sacudiu. Estava morto. A mãe continuava a niná-lo, apertando-o contra o peito. Mas ele estava morto.

Debrucei-me na grade da barca e respirei penosamente: era como se estivesse mergulhada até o pescoço naquela água. Senti que a mulher se agitou atrás de mim

— Estamos chegando — anunciou.

Apanhei depressa minha pasta. O importante agora era sair, fugir antes que ela descobrisse, correr para longe daquele horror. Diminuindo a marcha, a barca fazia uma larga curva antes de atracar. O bilheteiro apareceu e pôs-se a sacudir o velho que dormia:

– Chegamos!… Ei! chegamos!

Aproximei-me evitando encará-la.

— Acho melhor nos despedirmos aqui — disse atropeladamente, estendendo a mão.

Ela pareceu não notar meu gesto. Levantou-se e fez um movimento como se fosse apanhar a sacola. Ajudei-a, mas ao invés de apanhar a sacola que lhe estendi, antes mesmo que eu pudesse impedi-lo, afastou o xale que cobria a cabeça do filho.

— Acordou o dorminhoco! E olha aí, deve estar agora sem nenhuma febre.

— Acordou?!

Ela sorriu:

— Veja…

Inclinei-me. A criança abrira os olhos — aqueles olhos que eu vira cerrados tão definitivamente. E bocejava, esfregando a mãozinha na face corada. Fiquei olhando sem conseguir falar.

— Então, bom Natal! — disse ela, enfiando a sacola no braço.

Sob o manto preto, de pontas cruzadas e atiradas para trás, seu rosto resplandecia. Apertei-lhe a mão vigorosa e acompanhei-a com o olhar até que ela desapareceu na noite.

Conduzido pelo bilheteiro, o velho passou por mim retomando seu afetuoso diálogo com o vizinho invisível. Saí por último da barca. Duas vezes voltei-me ainda para ver o rio. E pude imaginá-lo como seria de manhã cedo: verde e quente. Verde e quente.

Fonte:https://contobrasileiro.com.br/natal-na-barca-conto-de-lygia-fagundes-telles/

Feliz Natal!!!

Jesus Alegria do Povo - Alcymar Monteiro
Dingo bell, dingo bell, dingo bellTrocaram Jesus, por Papai NoelDingo bell, dingo bell, dingo bellTrocaram Jesus, por Papai Noel
Dingo bell, dingo bell, dingo bellTrocaram Jesus, por Papai NoelDingo bell, dingo bell, dingo bellTrocaram Jesus, por Papai Noel
Neste Natal, parabéns pra vocêE feliz ano novoNeste Natal, muita paz, muita luzParabéns pra Jesus, alegria do povo
No ano que vem, faça o bem sem olhar a quemDe vida, bondade, a fraternidadeO amor, a amizade, com quem nada temFelicidade, paz e saúde pra você também
Dingo bell, dingo bell, dingo bellTrocaram Jesus, por Papai NoelDingo bell, dingo bell, dingo bellTrocaram Jesus, por Papai Noel
Dingo bell, dingo bell, dingo bellTrocaram Jesus, por Papai NoelDingo bell, dingo bell, dingo bellTrocaram Jesus, por Papai Noel
Neste Natal, parabéns pra vocêE feliz ano novoNeste Natal, muita paz, muita luzParabéns pra Jesus, alegria do povo
No ano que vem, faça o bem sem olhar a quemDe vida, bondade, a fraternidadeO amor, a amizade, com quem nada temFelicidade, paz e saúde pra você também
Felicidade, paz e saúde pra você também

9 de set. de 2024

Cidadania Cultural - Marilena Chaui

Cidadania Cultural: política cultural e cultura política novas - livro Marilena Chaui

reprodução/internete

SOBRE O LIVRO:

Cidadania Cultural: política cultural e cultura política novas, sétimo volume da coleção Escritos de Marilena Chaui, explora a intersecção entre cultura e cidadania, destacando a importância da participação popular na construção de uma sociedade democrática. O que temos aqui é uma defesa apaixonada do direito à memória e de uma cultura política que incorpore a participação ativa dos cidadãos. É uma obra fundamental para compreender como a cultura e a política se entrelaçam e como os movimentos populares podem moldar o futuro de uma sociedade mais justa e democrática.

Organizado por Marinê Pereira, o livro traz uma outra ideia de obra: a de obra pública, obra como ação de luta diária em diálogo com a população. Por isso, são tratados como obras de Marilena Chaui os atos públicos, as políticas públicas, os documentos oficiais, os informes e as anotações pessoais de quando ocupou o cargo de Secretária Municipal da Cultura da cidade de São Paulo, na administração de Luiza Erundina, entre os anos 1989 e 1992. Assim, organizados em conjunto, é possível compreender como estes documentos estão impregnados dos estudos mais profundamente filosóficos sobre os conceitos de política, res publica, cultura, sociedade, memória e história.

Ficha Técnica:

Autora: Marilena Chaui - Coleção: Escritos de Marilena Chaui 392Pág.Fonte:https://www.grupoautentica.com.br/produto/cidadania-cultural-1632

São Luís 412 anos

08 de setembro: Parabéns, São Luís! 412 anos de poesia e rebeldia!!!

reprodução da internet

7 de jul. de 2024

07/07 – Salve, Arthur Azevedo, o maior comediógrafo brasileiro!!!

 

07/07 – Salve, Arthur Azevedo, o maior comediógrafo brasileiro!!!

Arthur Nabantino Gonçalves de Azevedo é o nome completo do poeta, dramaturgo e jornalista Arthur Azevedo, nasceu em São Luís do Maranhão em 07 de julho de 1855, e morreu em 22 de Outubro de 1908, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de David Gonçalves de Azevedo (18_?-1878),  vice-cônsul de Portugal em São Luís, e, de Emília Amália Pinto de Azevedo. Irmão mais velho do também escritor, jornalista e caricaturista Aluísio Azevedo (1857-1913), autor de O Cortiço e O Mulato, entre outras obras de grande sucesso.


5 de abr. de 2024

Cururupu tremeu!

Praça da Matriz - Cururupu/MA (Foto: Reprodução/https://patrimoniotradicional.blogspot.com)

Cururupu tremeu!

Os serviços metereológicos da Europa e do Brasil(RN) se desentenderam. O primeiro disse que teve um tremor de 4,7 nas escala Richter. O segundo, disse que não tremeu nada. O certo, é os maranhas se abalaram, só com a notícia.

Seria o fim do mundo, do Mundico e/ou do sapo cururu?

Tremeu em Nova York, a gringa, não a nossa, vizinha dos Côcos, mas o Empire State disse: Tô bem, numa nice! A gringalhada continuará com seu nariz empinado inabalável?

Por estas bandas, entrâncias, reentrâncias, lençóis, fronhas, caranguejos e guarás continuam seus banzeiros. Se avizinhando das gentes, fugindo das serpentes. E neste abençoado 2024 elas estão bem aí, de novo! Assombrando o povo, desde agora até mais precisamente em novembro.

Toda faceira, cidade Itapecuru-Mirim deu de beiços para com a colega maranhense: registrou pequenos tremores de terra em março de 2023 e em dezembro de 2020.

É certo que nos quatro cantos do planeta a terra treme, e chora, por conta dos desmantelos que os humanoides insistentemente perpetram conta a pobrezita. Desmatam, esburacam, saqueiam e sangram, vilipendiam este planetinha de todo jeito, afim de saciar suas vicissitudes. Êta gente desmedida e sem noção! Tudo uns sujeitinhos alimentadores da própria morte, e dos seus, e dos seus futuros, parentes, aderentes e outrens. Afinal não é nesta pequena fagulha de planeta, encrustada num infinito universal prenhe de galáxias, que nosotros fixamos residência? E já diz o ditado dos mais velhos: quem de sua casa cuida...

Mas, e Cururupu? Tremeu as bases? Deu um solavanco nas estruturas carcomidas das sociedades provincianas? Ah, mas já tem internet em tudo que é canto, siô! Dirão algumas línguas faladeiras, nem sempre ferinas. E se Cururupu tremesse, de fato, e com gosto, alcançaria o rabo da serpente dorminhoca desta ilha-Capital? Será que o povo sairia, ou saiu, correndo pelado e desesperado, batendo latas pra espantar a tremedeira, como se eclipse fosse? Tantas perguntas... e ninguém com um mínimo de interesse em suas respostas...

Cururupu, Itapecuru, Nova York, Taiwan, Japão, Japão! Distantes uns dos outros, mas tão pertinho de seus humanos problemas. Sim, porque o problema, se há um, ou vários, ou milhares deles é tudo fruto destes ingratos filhos da Terra. Enquanto uns constroem prédios, pirâmides, casebres que tremem palafitados sobre paus de mangue, com esgoto sangrando a céu aberto, outros só desejam saborear os frutos da terra, balançar numa rede preguiçosa à beira mar e, por pura faceirice, namorar as estrelas, essas pequeninas reluzentes que se perdem na imensidão do mundo.(LR)

31 de dez. de 2023

Feliz 2024! com poesia: Ferreira Gullar, Drummond, Pessoa

 



No breve número de doze meses
O ano passa, e breves são os anos,
Poucos a vida dura.
Que são doze ou sessenta na floresta
Dos números, e quanto pouco falta
Para o fim do futuro!
Dois terços já, tão rápido, do curso
Que me é imposto correr descendo, passo.
Apresso, e breve acabo.
Dado em declive deixo, e invicto apresso
O moribundo passo.
(Poema "Doze Meses", de Fernando Pessoa, no livro "Poemas Completos de Ricardo Reis". (Ed. Ática; 1.ª edição [1946])

26 de nov. de 2023

Elis canta "Maria do Maranhão" (Samba, Eu Canto Assim) - 1965

Música:Maria do Maranhão
Compositor: Carlos Lyra / Nelson Lins de Barros
Canta: Elis Regina
LP: Samba eu canto assim

Maria pobre Maria
Maria do Maranhão
Que vive por onde anda
E anda de pé no chão.

Maria desceu a estrada
Atravessou o país
Procurava muito pouco
Muito pouco ser feliz

Nem feliz queria ser
Que feliz não pode ser
Quem anda pelas estradas
Atravessando o país

Maria pobre Maria
Maria do Maranhão
Que vive por onde anda
E anda de pé no chão

Maria seguiu a estrada
A estrada de uma estrela
Maria não viu a estrela
Maria é só na estrada

Mas muita gente seguiu
A estrela que ela não viu
E vai dizer pra Maria
Que tudo tem solução

Até mesmo pra Maria
Maria do Maranhão
Que vive por onde anda
E anda de pé no chão

5 de mai. de 2023

Lei reconhece Escolas de Samba como manifestação da cultura nacional

Escola de Samba Marambaia, de São Luís/MA - desfile de 2023 (foto: reprodução/internet)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 14.567, de 2023, que reconhece as escolas de samba como manifestação da cultura nacional. A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (05/05/2023).

A lei reconhece desfiles, música, práticas e tradições das escolas de samba como manifestação da cultura nacional. De acordo com o texto, é papel do poder público garantir a livre atividade das escolas de samba e a realização dos desfiles carnavalescos. A norma é resultado do projeto de lei (PL) 256/2019, da da deputada Maria do Rosário (PT-RS), aprovado em abril pelo Senado. A proposta foi relatada pelo senador Paulo Paim (PT-RS).

Ao relatar o projeto, Paulo Paim disse, na ocasião da aprovação na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), que não há dúvidas de que as escolas de samba são manifestações de indiscutível importância cultural. Ele ressaltou ainda a efeito dos desfiles das escolas de samba para a economia, com os lucros que geram no Carnaval.

— Como bem destaca a autora desse projeto, o Carnaval é um dos principais elementos que vêm à tona quando se indaga acerca dos símbolos constituintes de nossa cultura: os símbolos de 'brasilidade'. As escolas de samba, nesse contexto, e os seus elementos  — música, samba, dança, coreografias, desfiles, fantasias e tradição — são componentes imprescindíveis e indissociáveis do que hoje se conhece como Carnaval brasileiro. As escolas de samba surgiram na primeira metade do século passado, na forma de agremiações ou associações culturais. Trata-se de manifestações genuinamente nacionais, fruto da releitura das festas carnavalescas de origem europeia, com a fusão de elementos tropicais, africanos e ameríndios, entre outras manifestações — afirmou Paim. (Fonte: Agência Senado)

31 de dez. de 2022

Feliz 2023 com Saúde! - Rita Lee "Saúde" Multishow Ao Vivo

"Me cansei de lero-lero
Dá licença, mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor"


Saúde - Rita Lee - Roberto de Carvalho

Me cansei de lero-lero
Dá licença, mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor

Mas ninguém sai de cima, nesse chove-não-molha
Eu sei que agora eu vou é cuidar mais de mim

Como vai? Tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar, não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais

Mas enquanto estou viva e cheia de graça
Talvez ainda faça um monte de gente feliz

Como vai? Tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar, não vou chorar, não!
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais

Mas enquanto estou viva e cheia de graça
Talvez ainda faça um monte de gente feliz

Feliz 2023!




 

Feliz 2023!

 

Feliz 2023!

 


24 de dez. de 2022

"Natividade" da Abadia de Keur Moussa, Senegal

 

"Natividade" afresco do presépio projetado e pintado em 1963 por Dom Georges Saget, monge da Abadia de Keur Moussa/Senegal, uma irmandade de expatriados franceses e senegaleses. O afresco está no altar-mor da igreja e faz parte de um Retábulo(abaixo) que tem ainda: Anunciação, Visitação; Visita dos Magos, Natividade, Apresentação no Templo, Fuga para o Egito; Jesus no Templo, Bodas em Caná, Jesus Encontra Sua Mãe a Caminho do Calvário, Deposição, Sepultura Vazia; Ascensão, Assunção de Maria, Pentecostes. 
Fonte:https://artandtheology.org/2017/11/07/music-making-at-keur-moussa-abbey-senegal/

Noite Feliz em ritmo de reggae (George Gomes - Clipe Oficial)

23 de dez. de 2022

Tianatácia - Jesus Cristinho (Projeto Ensaio Aberto - Teatro Guarani, B...

Jesus Cristinho
banda: Tianastácia

Jesus Cristinho alumia nóis
É tanto sapo que a garganta dói
O mesmo erro a mesma inércia o mesmo tédio
Será alma doutro mundo que encostou ne nós
Eu tenho andado meio tão sem força
É resultado de tanto desgosto
No meu barraco nem reboco na parede
Mas a base é muito forte feito fundo posso

Brasileirooooooo
Brasileira, não so só um

Vejo mudanças no ar
Nesse país lindo de samba e sol
Basta uma muda pra poder vingar
A intenção do nosso povo é muito boa
Precisamo é da semente prá pode plantar
Jesus Cristinho daí-nos sua benção
Que o caminho desse nosso andar
Dai-nos força pra seguir viagem
uma estrela que ilumine
o rumo que eu tomar

Brasileirooooooo
Brasileira, não so só um