14 de março: Dia Nacional da Poesia
Nauro Machado
12 de mar. de 2014
Fernando Pessoas
14 de março: Dia Nacional da Poesia.

Entre tantos poemas e heterônimos, é complicado escolher apenas uma frase icônica de Fernando Pessoa. Optamos por esta que você acabou de ler, não só porque ela é uma das mais famosas, mas porque representa bem um dos mais aclamados autores de língua portuguesa. Extraídos do poema “Mar Português”, os versos podem ser interpretados no seu sentido restrito – ou seja, da expansão marítima lusitana – ou no mais abrangente, que você vai ver aqui.
Você já deve ter ouvido falar que o lisboeta poderia ser chamado de Fernando Pessoas. Seus heterônimos mais famosos – e que são cobrados no vestibular – são Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Bernardo Soares e Ricardo Reis. Mas não foram os únicos. No poema “Passagem das Horas”, de Álvaro de Campos, surge uma explicação para essa esquizofrenia literária:
“Multipliquei-me, para me sentir,
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,
Despi-me, entreguei-me,
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.”
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,
Despi-me, entreguei-me,
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.”
Curiosidade: apesar de ser um mestre da Língua Portuguesa, Pessoa foi alfabetizado em inglês, na África do Sul. Inclusive, três das quatro obras que ele publicou em vida são anglófonas. Ainda em Durban, Pessoa tentou ingressar na Universidade do Cabo da Boa Esperança, mas não deu muito certo – quem diria! -, a não ser por seu ensaio, que recebeu até uma medalha de tão bom que era. Mas, quando voltou a Lisboa, em 1905, Pessoa matriculou-se no curso de Letras, que abandonou antes do fim do primeiro ano.
Alternando trabalhos de tradução, crítica e edição, Pessoa conseguiu se manter financeiramente e cultivar o hábito de escrever. Foi assim até sua morte, em 1935. Literalmente, aliás. Dizem que ele escreveu na cama do hospital a frase “I know not what tomorrow will bring” (Não sei o que o amanhã trará).
Assim como os navegadores portugueses, Pessoa acreditava que se arriscar é viver. Por isso, mesmo que as coisas deem errado, elas valem a pena. E isso você pode aplicar a quase tudo na sua vida, né?
Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/superblog/frase-da-semana-tudo-vale-a-pena-se-a-alma-nao-e-pequena-fernando-pessoa/
Carlos Drummond de Andrade
14 de março: Dia Nacional da Poesia.
O escritor Carlos Drummond de Andrade faria 110 anos no último dia 31 de outubro. Apesar de ser famoso e reconhecido por suas poesias – quem presta vestibular conhece bem “A Rosa do Povo” e seus poemas de cunho social -, Drummond também se arriscou em outros gêneros literários.
Um desses desvios é o livro “O Avesso das Coisas”, em que o mineiro de Itabira cria uma espécie de dicionário. Só que, em vez de dar o significado das palavras, cada verbete as explica com aforismos.
E é dessa experiência que saiu nossa Frase da Semana. Especificamente sob o nome “felicidade”. Mestre das palavras, o modernista sempre conseguia transmitir muito dizendo pouco e é exatamente isso que vemos nas pequenas frases d’O Avesso e em todas as suas obras. Longe de usar palavras rebuscadas e metáforas hiperbólicas, Drummond tem apelo tanto às classes eruditas quanto ao povo, o que faz dele um autor bastante admirado.
Que tal aproveitar o exemplo e curtir a vida com um pouco mais de desapego? Afinal, tem motivo melhor pra ser feliz do que simplesmente ser feliz?
Fonte:http://super.abril.com.br/blogs/superblog/category/cultura/page/2/
Cecília Meireles
14 de março: Dia Nacional da Poesia.
Cecília Meireles é considerada por muitos uma das maiores poetas da língua portuguesa. Embora tenha escrito sua obra em um período de explosão do Modernismo – o primeiro livro, “Espectros“, saiu quando ela tinha apenas 18 anos em 1919 -, Cecília misturava várias influências em seus versos. A primeira publicação, por exemplo, é bastante ligada ao Simbolismo do século anterior. Já “Romanceiro da Inconfidência“, obra inspirada na Inconfidência Mineira e de onde saiu a nossa Frase da Semana, segue um gênero de poesia popular, tradicionalmente ibérico, conhecido como romanceiro. É também uma das obras principais da autora que, apesar de carioca descendente de açorianos, tinha um espírito que abrangia o Brasil inteiro.
Além da obra poética, que inclui diversos poemas infantis com musicalidade ímpar, Cecília atuou como jonalista, especialmente na área da educação. É dela, aliás, o crédito pela implementação da primeira biblioteca infantil no país, localizada no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro. Com arquitetura e decoração inspirados pelo livro “As Mil e Uma Noites”, o refúgio literário de Cecília durou apenas 4 anos, mas foi um marco do movimento pela alfabetização infantil.
Mas nem tudo era mágico na vida da escritora. Seu marido, um artista plástico, cometeu suicídio em 1935 e a deixou com 3 filhas. Ela se casou novamente, em 1940, com um engenheiro, mas não teve mais filhos. Quando mais velha, na década de 1950, Cecília se lançou em um longa viagem que abrangeu Europa e Ásia, visitando as colônias portuguesas e, pela primeira vez, a terra de seus antepassados: a ilha de São Miguel, nos Açores.
Após sua morte, a escritora foi homenageada com o Prêmio Machado de Assis, teve uma escola batizada com seu nome nos Açores e o Banco Central do Brasil imprimiu notas com sua efígie. Não é pouca coisa, né?
Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/superblog/category/cultura/page/2/
Assinar:
Comentários (Atom)

.jpg)




